Eu desenvolvi uma verdadeira paixão por incensos. Quando ainda morava com meus pais me lembro que de vez em quando a minha mãe acendia um, e a casa ficava bem pefumada. Naquela época essa era a única função do incenso na minha vida: perfumar a casa.
Durante muito tempo a ideia de adquirir incensos para a nossa casa nem passava pela minha cabeça – isso até começar a frequentar as aulas de yoga. Hoje em dia sempre temos incenso em casa, e utilizamos quase todos os dias. Descobri que o incenso tem um poder muito grande de mudar meu humor, a minha energia, a minha forma de ver e viver a minha casa.
Se estou feliz, coloco um incenso, se estou triste, faço o mesmo. Quando P. chega mais cedo do que eu, ele é quem se encarrega desse ritual. À vezes, quando o stress é demais no trabalho e eu sinto aquela necessidade imensa de chegar em casa e relaxar, necessidade de aconchego, eu ligo pra ele a caminho de casa e peço que ele coloque um incenso pra mim. Quando eu chego o ambiente está cheiroso, sinto aquela energia boa, difícil mesmo de explicar. Aí é só pegar uma cerveja e colocar as pernas pro alto no sofá.
Não sei se eu acabei associando o incenso à paz das aulas de yoga, ou se há verdadeiramente algum processo químico desencadeado pela queima dessa varinha mágica. Só sei que ele é capaz de mudar meu humor de uma forma impressionante.
Essa é minha lojinha preferida, e é lá que passo bastante tempo cheirando incenso. Cada um com seu vício, né verdade? Tem gente que cheira outras coisas, eu cheiro incenso.




